E lá vai ela de novo
Há sete meses eu me mudei de volta para os Estados Unidos.
No final de abril, eu recebi uma proposta de uma empresa em Nova York, e eu não tinha como recusar. No entanto, eu sabia que eu não queria mais morar na cidade de Nova York.
Eu encontrei um apartamento delícia para recomeçar a vida em Beacon, cidade no Hudson Valley, há 70 minutos de Manhattan.
Eu literalmente recomecei do zero, em quesitos materiais, mas muito a frente em quesitos emocionais.
Foram meses desafiadores, mas nos lugares certos.
Quando finalmente começamos a entrar num ritmo, fui desconectada da empresa, como tantas outras pessoas estão sendo.
PUTA QUE PARIU, VIDA.
(Kkkkkkkrying).
Isso para dizer que cá estou eu, mais uma vez tendo que me reinventar.
Tendo que dar um passo para o lado e olhar para o que eu quero fazer.
Quais são as minhas qualidades e como elas podem ser úteis no mundo.
O que eu posso regar, para que germine?
Aonde preciso colocar mais energia?
Como eu posso ser carinhosa comigo mesmo e apreciar a qualidade que tenho de me reinventar?
Acho que no final das contas, não é sobre inventar um novo eu.
É, na verdade, dar vazão a possibilidades que a gente se limita em tentar. Em explorar.
Eu continuo sendo a mesma, e vou dando os meus pulos para não deixar a peteca cair.
Às vezes uma peteca cai, e tá tudo bem.
A vida não se resolve.
Eu e tantas outras pessoas perdemos o emprego nesse final de ano.
Eu tenho a sorte de seguir dando aulas de yoga, inglês, e tenho amigos que me ajudam quando o calo aperta.
Algumas pessoas não tem um segundo trabalho já alinhado ou amigos que vao fazer vaquinha para de pagar a sua conta atrasada porque eles sabem do perrengue rs.
Nesse final do ano eu desejo que a gente celebre a vida que não se resolve.
Respirar nas incertezas e achar paz dentro dela.
Estar em paz com as incertezas nos ajuda a ter coragem para tentar coisas diferentes,
sem medo de falhar.
Afinal,
basta estar vivo,
para as coisas terminarem.
Seguimos <3
Obs: se você tem um amigue que perdeu o emprego nesse final de ano, assim como eu, pergunta se ele precisa de alguma coisa, mesmo que um abraço. Abraços amaciam as incertezas da vida <3